terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Viver para continuar a lutar

Foi com muito orgulho que criei o logótipo da “Yekîneyên Bijîşkî Taktîkî” (YBT), ou Unidade Médica Táctica, a unidade das milícias YPG/YPJ criada pelo voluntário britânico Macer Gifford com o fim de prestar assistência médica em combate.

As cores das três diagonais da “estrela médica” são as da bandeira do Curdistão sírio (ou Rojava), enquanto a estrela de cinco pontas vermelha do olho da serpente de Asclépio invoca a pertença da YBT às milícias YPG/YPJ.

Podem manter-se ao corrente das actividades da YBT seguindo a sua página no Facebook.

YBT na frente de Raqqa

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Brasão de Dom Baltazar Sete-Sóis da Cruz Verde, “O Barão Trepador”

Heráldica de homenagem ao Baltazar, falecido a 20 de Novembro de 2015. :'(

Texto escrito a 20 de Novembro de 2016:

1 ANO SEM BALTAZAR

Faz hoje precisamente um ano que o Baltazar morreu.

O Baltazar era um gato especial.
Surgiu, como uma aparição, no cimo de uma alta árvore num dia de inverno, que só por esse facto foi um dia bonito: foi um raiinho de sol trazido por quem logo receberia o nome de Baltazar Sete-Sóis.
Resgatado pelos valorosos membros da corporação de bombeiros da Cruz Verde, aninhou-se no colo da sua Blimunda e foi um amor para a vida.
Corajoso, nem a traumática reclusão na copa do grande cipreste quando ainda bebé lhe retirou o gosto pelas alturas, e era vê-lo a explorar os telhados das casas vizinhas, o que lhe valeu o cognome de Barão Trepador.
Valente, a quase diafanidade do seu corpo (nunca pesou mais de dois quilos e meio) não o impediu de impor o respeito — quando não o pavor — em cães com dez vezes o seu tamanho. Era o déspota esclarecido que, diligente, impunha o silêncio à canzoada irrequieta ou briguenta.

E eis que, num triste dia de novembro, a dois meses e meio de completar onze anos nas nossas vidas, o Barão Trepador se transmutou em Cavaleiro Inexistente.
Descansa à sombra de uma ramada, bem perto da sua Dama.

O Baltazar não era meu, mas eu gostava dele como se fosse. Era, de certa maneira, o meu gato preferido (o Orlando que me perdoe). Por essa razão, no verão passado, num momento de especial saudade, resolvi fazer o merecido brasão de D. Baltazar Sete-Sóis da Cruz Verde, o Barão Trepador.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Duas propostas de bandeira para os gayhadistas

A propósito do ataque terrorista ao bar gay de Orlando:

GAYHADIST

  1. A self-hating gay Muslim who joins the Jihad “to act manly”.
  2. A Muslim man who got dumped at a gay bar, takes his revenge, and then invokes the Jihad to pretend he had transcendental motives.
  3. A Muslim man who joins the Jihad just for the “male bonding”;
    Muslim version of Y.M.C.A. hookup.
  4. A “50% jihadi”: when he says “Fuck the West!” he only actually means the male half.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Lutando contra o pseudo-Califado

Como forma de apoiar a luta contra os terroristas do Daish, criei para a Wikipédia bandeiras e insígnias de grupos armados que se lhe opõem.

A primeira bandeira, das milícias YPG, não foi criada originalmente por mim. Eu apenas dei um “jeitinho”, para ficar mais condizente com as bandeiras que se vêem nos vídeos do YouTube.

A partir da bandeira das YPG, criei a das YPJ, a sua versão exclusivamente feminina.
(As unidades YPG são mistas, mas maioritariamente masculinas; onde há mulheres para criar uma unidade autónoma, em geral esta fica afecta às YPJ. Na prática, a separação entre YPG e YPJ só ocorre nos campos de treino; na linha da frente, geralmente combatem lado a lado, com uma estrutura de comando partilhada.)

As YPG e as YPJ são o braço armado do PYD, partido curdo da Síria, alinhado com o PKK dos curdos da Turquia. (Segundo a Turquia, o PYD não é mais do que o PKK disfarçado com um bigode postiço sírio...)

Com base na mesma bandeira, criei também a bandeira da HPG, braço armado do já referido PKK.

(Em todos os casos anteriores, é habitual, em especial para quem está de fora, a confusão entre as organizações paramilitares — YPG/YPJ e HPG — e os partidos políticos a que elas estão afectas — PYD e PKK. Em termos formais são coisas diferentes, tendo símbolos diferentes. Ao nível das bandeiras, há uma confusão adicional: bandeira do partido independentista/autonomista curdo vs. bandeira que propõem para o Curdistão por que lutam, seja ele um país independente ou uma região autónoma.)

Finalmente (até agora), criei, a partir da fotografia de uma insígnia bordada, a versão digital do símbolo das YBŞ, milícias da minoria religiosa yazidi no Iraque. (Apesar de serem iraquianas, estas milícias foram criadas e são treinadas sob os auspícios das organizações paramilitares curdas da Turquia e da Síria, HPG e YPG.)

Existem outros grupos paramilitares na região que também combatem os cabrões do Daish, mas a inclusão de caracteres árabes e/ou siríacos nos seus símbolos dificulta a sua reprodução correcta sem erros ortográficos, razão pela qual ainda não arrisquei a criação de uma bandeira ou insígnia...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Deus tem alzheimer
(por isso alguns têm de lembrar-lhe constantemente quão grande ele é)

Há um só Deus* — e é medricas

BOOH! Scared you, did I, you shitty God? (God is small.)

Uma confissão:

O projecto desta t-shirt foi criado no Verão passado, quando chegaram as primeiras notícias de que os terroristas do Daish (também conhecidos como ISIS, entre outras designações para a mesma estupidez e barbárie) andavam a destruir tesouros arqueológicos na Síria e no Iraque.

A verdade é que, uma vez pronta, hesitei em publicá-la. Tinha especiais dúvidas quanto a manter ou não a inscrição em árabe. (Para os curiosos, trata-se de uma inversão de sentido do tradicional takbir.) Manietava-me um receio algo difuso de ordem física, bem como a possibilidade de ofender alguns amigos que, não me conhecendo assim tão bem e tendo a desvantagem adicional da diferença cultural, podiam sentir-se visados por algo que, na minha perspectiva, não lhes era dirigido (ou eu não seria amigo deles).

A hesitação durou alguns dias. Foi o suficiente para que as notícias mudassem: à destruição de estatuária assíria seguiram-se execuções em massa, decapitações, crucificações, sequestro de escravas sexuais... Perante isso tudo, o meu «Booh!» pareceu-me deslocado no tempo e no tom: a t-shirt manteve-se fechada na sua gaveta digital.

Uma característica dos seres adaptáveis é que se habituam às novas circunstâncias. Meio ano depois, não é que a barbárie do pseudo-Califado se tenha tornado aceitável, mas tornou-se certamente parte da paisagem política do nosso tempo: é algo com que contamos. Somando a essa infeliz ausência de estupefacção as renovadas notícias de crimes contra o património histórico da Humanidade (dinamitação das muralhas de Nínive), e tendo presente a manifesta necessidade de sermos um pouco mais Charlie, faço finalmente hoje o que devia ter feito no Verão passado.



* (Ouvi uns boatos...)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Portugal LGBT

Bandeira da comunidade LGBT portuguesa.

Criada para a Wikipédia, com base na bandeira vista numa manifestação LGBT.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Um preconceito demasiado familiar



(clicar para ver maior)

Motivado pela reacção às mortes provocadas por Israel face à reacção às mortes provocadas por outros. Esta infografia era acompanhada de um artigo de opinião que a contextualizava.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

de[s]amor: countdown para o Dia de São Valentim (3)

Neste tempo, em que a aproximação do Dia de São Valentim nos submerge numa maré “fofinha” de ursos de peluche, corações gigantes de veludo e postais (reais ou virtuais) com mensagens lamechas, urge variar um pouco.

Ora, o que há de menos romântico (no sentido vernacular) e “fofinho” do que a Economia? Exactamente: nada.

Assim, o antídoto certo contra tanta lamechice insincera (amores eternos e infinitos, etc.), de pechisbeque, é a requintada linha, que agora lanço, de cartões postais produzidos com o profissionalismo dos analistas de uma prestigiada agência de rating. (Não estando dinheiro envolvido, a dita agência de rating abriu una excepção e disse apenas a verdade, em vez de tentar criar uma.)